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03/10/2011

Técnica menos invasiva para implante de marcapasso em bebês

 

Hospital do Coração é referência em técnica menos invasiva para implante de marcapasso em bebês

Método foi desenvolvido para implante de marcapasso em crianças com menos de 12 kg e que seriam submetidas a cirurgia com abertura do tórax pela técnica convencional

        

O Serviço de Arritmias Cardíacas do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo desenvolveu um método menos invasivo de implante de marcapasso em crianças, sem a necessidade de abrir o tórax e afastar as costelas para instalar os fios do aparelho. A técnica é realizada por meio da colocação de eletrodos que vão se ligar ao coração e são inseridos pela veia subclávia (abaixo da clavícula).

Depois o fio vai até o coração, onde é fixado no ventrículo direito, sendo deixados sobras desse mesmo fio que vão se desenrolar à medida que o bebê crescer. Finalmente o fio que será ligado ao marcapasso é passado por baixo da pele até o abdome, onde o aparelho é instalado. Os ajustes são feitos via “wireless” (sem a necessidade de fios entre o programador e o marcapasso implantado) no Serviço de Arritmias do HCor, a cada seis meses. A troca do marcapasso é realizada quando ocorrer o desgaste da bateria interna do aparelho, que dura em média cinco a seis anos em uma criança.

De acordo com o responsável pela técnica, Dr. José Carlos Pachón, o método foi desenvolvido para crianças com menos de 12 kg que precisam de marcapasso, as quais, rotineiramente necessitariam de uma cirurgia com a abertura do tórax para o implante do aparelho.Essas intervenções são realizadas em bebês que possuem bloqueios do sistema nervoso cardíaco, fazendo com que o coração bata mais devagar (30 a 60 batimentos por minuto, quando o normal é  120 a 150 bpm). Esse batimento mais lento geralmente leva à insuficiência cardíaca, inchaço no coração bem como em outros órgãos e ao aborto”, esclarece Dr.Pachón.

O Serviço de Arritmias do HCor já implantou 19 marcapassos em crianças de 0 a 1 ano, 51 em crianças de 1 a 5 anos, 43 em crianças de 6 a 10 e 56 marcapassos em crianças de 10 a 16 anos, sendo referência no país no tratamento de arritmias em crianças por técnicas minimamente invasivas.

A importância do diagnóstico fetal nos primeiros meses de gestação

As cardiopatias congênitas podem ser detectadas ainda na vida fetal. Durante a gestação alguns exames facilitam a detecção da doença. Os exames de ultrassom morfológico realizados rotineiramente nos primeiro e segundo trimestres gestacionais fazem o rastreamento da má formação no coração da criança. Quando há a suspeita de alguma anormalidade é realizado então um ecocardiograma do coração do feto, que permite avaliar e detectar detalhadamente anormalidades estruturais e da função cardíaca.

O projeto Mãe Paulistana e HCor

O atendimento fornecido pelo HCor para fetos e crianças portadoras de cardiopatias congênitas tem o seu início a partir da triagem realizada pelo SUS. Caso os exames realizados pela rede pública durante o pré-natal constatar problemas cardíacos no feto, a gestante é encaminhada via Central de Regulação para fazer o ecocardiograma fetal. Uma vez confirmada a malformação do coração, gestante e neonato são atendidos no HCor, que prestará a eles todo o atendimento médico especializado, assim como o suporte da equipe multidisciplinar.

A Unidade Fetal do HCor

Em janeiro de 2009 o Hospital do Coração, referência no atendimento cardiológico, inaugurou a Unidade Fetal HCor. Há aproximadamente 30 anos atuando na área de cardiologia pediátrica, a unidade foi criada com o objetivo de oferecer o que há de mais moderno no diagnóstico e tratamento precoce de cardiopatias congênitas graves.

Com uma equipe altamente especializada, formada por renomados profissionais da área, a Unidade Fetal do HCor conta com o suporte de aparelhos altamente sofisticados e de ponta para o atendimento dos seus pacientes.

Depois de constatada a anomalia de alta gravidade o parto é programado e realizado no próprio HCor, com o acompanhamento da equipe de obstetrícia especializada em gestantes de alto risco. Imediatamente após o nascimento, o bebê é encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica onde receberá os medicamentos necessários e será programada a terapêutica específica seja ela por cateterismo cardíaco terapêutico ou por cirurgia cardíaca.

Serviço de Arritmias Cardíacas do Hospital do Coração

        

Com um dos mais avançados centros tecnológicos de saúde da América Latina, o HCor atende mais de 1,5 mil pacientes por mês para investigação diagnóstica, prevenção e tratamento dos mais variados tipos de arritmias cardíacas. “Trata-se de uma questão que merece atenção permanente. O tratamento preventivo das arritmias cardíacas é altamente eficaz permitindo evitar grande número de casos de morte súbita” explica Dr. Pachón.

Um método muito utilizado para o tratamento definitivo das arritmias é a ablação por radiofrequência termo-controlada por computador. Este foi o maior avanço no tratamento das arritmias cardíacas que ocorreu no final do século passado e o HCor foi um dos primeiros Hospitais da América do Sul a realizar este procedimento.

De acordo com o Dr. Pachón, este método permite curar uma grande variedade de arritmias sem a necessidade de cirurgia. “Os focos das arritmias são eliminados sem abertura do tórax, por meio da aplicação de energia de radiofrequência utilizando um eletrodo posicionado sob controle computadorizado e radiológico. O paciente permanece no hospital de um a dois dias, e poderá retornar rapidamente para suas atividades”, esclarece.

Um dos diferenciais do Serviço de Arritmias HCor é o Web-Looper, equipamento portátil que grava o ritmo cardíaco e envia o eletrocardiograma, em tempo real, via internet, diretamente para o médico, permitindo um diagnóstico imediato a prevenção e o tratamento das arritmias.

Outro grande avanço no auxílio aos pacientes que sofrem deste distúrbio são os ressincronizadores cardíacos, que são marcapassos especiais que apresentam pelo menos três eletrodos. Estes marcapassos promovem a estimulação sequencial do coração em vários pontos, sincronizando as paredes cardíacas.“Este recurso permite aumentar a eficiência do coração que apresenta insuficiência cardíaca bem como a melhora da qualidade de vida e a redução da mortalidade destes pacientes”, salienta Dr. Pachón.

O HCor sempre foi inovador e pioneiro, buscando oferecer aos seus pacientes os mais avançados recursos, tanto de diagnóstico quanto de tratamento. A Instituição reúne profissionais especializados e equipamentos de ponta para oferecer o que há de melhor na cardiologia mundial, tendo se transformado num centro de referência para o diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças cardiovasculares.

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